O perfil dos usuários de serviços de comunicação
Um dos pontos essenciais do marketing é conhecer o público-alvo da empresa. Assim, é possível entender suas necessidades e trabalhar as estratégias com um maior direcionamento, entre outros fatores. Para isso, existem diversos métodos, como pesquisas, por exemplo. No entanto, por se tratarem de ferramentas que exigem um investimento alto, fora do alcance de muitas pequenas e micro empresas, uma alternativa é analisar trabalhos realizados por institutos e outras empresas. Abordaremos muitos deles aqui. O primeiro, é um estudo realizado pela Ericsson e Instituto Ipsos Public Affairs para definir as características predominantes e os estilos de vida dos usuários de serviços de comunicação no Brasil e no mundo. Realizado em 11 países durante o ano de 2008, o trabalho apontou 8 grupos com base em estilos de vida distintos:
Family Phoners: usuários de 30 a 64 anos, que não dominam a tecnologia, mas se precisarem ter uma conexão forte com seus familiares, se submetem a aprender. São pessoas que prezam estar com a família. Casados, com filhos, e predominantemente mulheres. São um pouco receosos com tecnologia, mas estão dispostos a aprender se possibilitar uma conexão familiar maior. No levantamento mundial, este grupo é composto por 17% dos usuários. No Brasil, o número cai para 16%.
Basic Phoners: usuários com mais de 40 anos; maior possibilidade de serem mulheres do que homens; casados e com filhos, ou casados sem filhos. Têm menor grau de escolaridade e de renda em relação aos demais. É formado, na maioria, por aposentados ou donas de casa. Vêem a tecnologia como um símbolo do que tem de errado no mundo moderno, mas podem ser influenciados pelos mais jovens a mudarem esse pensamento. Aqui, representam 15%, e no mundo 17%.
Mainstream Materialist: pessoas entre 25 e 59 anos, casadas e com filhos. Grau de escolaridade mediano. São mais homens do que mulheres e possuem tendência materialista. Vivem em busca de reconhecimento da sociedade. No mundo são 15%, e, no Brasil 14%.
In Touch Organizers: em sua maioria, pessoas entre 30 e 64 anos; casadas e com filhos; mais mulheres do que homens. Possuem alto grau de escolaridade e renda, quando comparados com os usuários do perfil Mainstream Materialist. São pessoas que vêem a tecnologia como um meio para alcançar algo. Na análise mundial, são 15%. Já no Brasil, o número sobe para 16%.
Experiencialists: usuários entre 25 e 55 anos, normalmente casados e com filhos. Possuem renda de grau médio à boa e trabalham em período integral. São fascinados por novas tecnologias por seu estilo e valor. São 12% no mundo e 15% no Brasil.
Pioneers Youth: são pessoas entre 15 e 24 anos, perfil tipicamente voltado à juventude. São estudantes e solteiros, que ainda moram com os pais. Mais mulheres do que homens. Vêm de famílias com poder aquisitivo relativamente alto. Querem tudo de um aparelho celular e não querem esperar. Correspondem a 10% dos usuários brasileiros e 9% dos mundiais.
Mainstream Youth: usuários entre 15 e 24 anos; solteiros, mas que ainda moram com os pais. Vêm de famílias com menor poder aquisitivo. São mais mulheres do que homens. A maioria é estudante, que já ingressou no mercado de trabalho. Pessoas jovens que têm vontade de consumir, mas são racionais com suas aquisições. São 9% no mundo e 10% no Brasil.
Careeirists: pessoas entre 25 a 39 anos, na maioria casados e com filhos. Grupo com maior poder aquisitivo. Têm grau de escolaridade alto, muitos formados em universidades, grande porcentagem de homens. Para eles, a tecnologia é uma ferramenta para o sucesso, uma forma de ganhar vantagem. No mundo, são 7%, no Brasil, apenas 4%.
O estudo também apresentou um panorama qualitativo dos consumidores das classes D e E. Os resultados mostram que são pessoas extremamente interessadas com a comunicação. Conhecem o que as operadoras têm a oferecer, em termos de serviços e tecnologias, mas o preço limita o uso dos aplicativos. Mesmo assim, com o pouco que lhes sobra, freqüentam lan houses, acessam a internet pelo celular, baixam ringtones, e têm conhecimento de como utilizar ferramentas como o bluethooth, por exemplo. As principais percepções captadas demonstram que os usuários das classes D e E estão sedentos por: transferência de créditos (para resgate em dinheiro); chamada patrocinada (chamadas e mensagens de texto); pacotes (com predominância de Internet + TV a cabo + telefone celular); e desconto dinâmico (promoções em horário comercial).
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